quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Explicações sobre a crise

Dilermando Toni: A megacrise do capitalismo financeirizado




A devastadora crise do capitalismo financeirizado e neoliberal abalará ainda mais a atual ordem econômica, financeira e geopolítica mundial, hegemonizada pelos Estados Unidos. Trará mais luzes para os trabalhadores e os países que procuram resistir às pressões do império. Despertará mais interesse para as diferenças entre a situação dos EUA e da China, trazendo mais para perto a necessidade de buscar uma alternativa avançada ao capitalismo. Sem pessimismos, o Brasil deveria se preparar para o pior: é necessária e urgente a superação da atual política monetária e cambial.
Por Dilermando Toni*

A crise no traço de Hack ('Trubune', GB)

Já se disse com propriedade que as crises capitalistas têm como característica comum a surpresa, pois que seu início acontece quando o ciclo econômico está no auge. Mais surpresas há agora, entretanto. Ninguém imaginou que a situação econômica e financeira internacional chegasse a tal ponto de degradação. E nem que as trilhonárias intervenções de socorro ao sistema financeiro, patrocinadas pelos Bancos Centrais dos países ricos, fossem incapazes de resolver de pronto o problema.

Arriscar previsões está mais difícil, é o senso comum. Mas se há cautelas quanto a isto, os representantes dos círculos financeiros dominantes não hesitam em defender o sistema, tratando apenas topicamente os problemas surgidos, como era de se esperar. Irremediavelmente, porém, a crise atual vai deixando patentes os limites do capitalismo e mostrando os rastros de destruição deixados mundo afora.

Do que se pode ter certeza é que a crise, pela sua profundidade e extensão, abalará ainda mais a atual ordem econômica, financeira e geopolítica mundial, hegemonizada pelos Estados Unidos. Trará mais luzes para os trabalhadores e os países que procuram resistir às pressões do império. Despertará mais interesse para as diferenças entre a situação dos EUA e da China, trazendo mais para perto a necessidade de buscar uma alternativa avançada ao capitalismo, estimulando a luta pelo socialismo.


Como começou: a bolha imobiliária


A crise começou há mais de um ano, em agosto de 2007, com o estouro da bolha imobiliária nos EUA. A partir dessa manifestação inicial mais visível, foram crescendo os sinais de que o setor financeiro, bancos incluídos, poderia ser seriamente afetado e a crise poderia provocar uma desaceleração na economia (real) dos EUA, com repercussões pela Europa.

A situação criada revelava uma saturação da relação entre um setor da economia real – as construções e o comércio de imóveis residenciais e comerciais nos EUA – e a economia financeira, em grande parte fictícia e especulativa. A elevação dos preços dos imóveis parecia não ter fim, proporcionando alegre sensação de riqueza (!) àqueles que os adquiriam. As hipotecas, muitas das quais de alto risco, eram transformadas sucessivamente em derivativos, apelidados de “inovações financeiras” e comercializados pelo mundo afora, em clima de euforia generalizada.

Com a elevação das taxas de juros nos EUA, com o aumento continuado das desigualdades de rendimentos, e considerando-se que os contratos de financiamentos de imóveis estavam baseados juros flutuantes, rompeu-se a cadeia de acumulação. Houve um crescimento assustador da inadimplência, construtoras e financiadoras vieram à falência, houve quedas sucessivas nas vendas e nos preços dos imóveis, assim como nos índices de novas construções, dando origem a uma situação caótica. Uma típica crise de superprodução relativa capitalista.

A conseqüência imediata da crise do setor imobiliário foi que os capitais especulativos migraram para os mercados futuros de petróleo e de commodities agrícolas cujos preços foram para as alturas. O barril de petróleo chegou ao recorde de US$ 147 em meados de 2008. Esperava-se então uma recessão branda nos EUA e uma desaceleração em outros países ricos. As expectativas em relação aos países em desenvolvimento eram muito diversas, mas não propriamente pessimistas. O dólar desvalorizava-se em praticamente todo o mundo. Aumentava-se as taxas de juros em função da expectativa de uma inflação crescente. Esse cenário prevaleceu até meados deste ano.


Agravamento: quebras e recessão


Depois de um ano, abriu-se um novo período, tendo como marco a quebra do tradicional banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers, com dívidas de US$ 613 bilhões, em meados de setembro. Instala-se uma crise financeira de âmbito mundial, que coloca em cheque principalmente todo o sistema financeiro dos EUA.
Foram extintos os bancos de investimentos norte-americanos: o Bear Stearns foi absorvido pelo JP Morgan, o Lehman Brothers faliu, o Merrill Lynch foi comprado pelo Bank of America, o Goldman Sachs e o Morgan Stanley não têm mais caráter de bancos de investimento exclusivamente. Dois outros gigantes financeiros, o Fannie Mae e o Freddie Mac, foram nacionalizados.

Além disto, a crise financeira atinge os bancos no seu conjunto e as bolsas de valores, em queda generalizada. O mesmo acontece com as seguradoras, a exemplo da American International Group/AIG, a maior do mundo no gênero: quase falida, ela teve que ser socorrida em US$ 120 bilhões pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) há cerca de um mês, mas já anunciou que, provavelmente, terá necessidade de outros US$ 120 bilhões para saldar dívidas. Dessa forma sistema de crédito, fundamental para o funcionamento do capitalismo financeirizado, neoliberal, paralisa-se, afetando negativamente a economia mundial, particularmente nos países de capitalismo desenvolvido.

Agora a recessão já é uma realidade nos EUA. Avolumam-se os anúncios de prejuízos e de falências. Em setembro, a produção industrial norte-americana teve a mais acentuada queda dos últimos 34 anos. No setor imobiliário o quadro é desolador: em setembro, o volume de inícios de construção de moradias nos EUA se aproximou de seu nível mais baixo em quase meio século; os preços dos imóveis caíram 21% a partir de meados de 2006.

Com a recessão e a desaceleração, a expectativa de inflação em alta transformou-se em deflação real. Os preços do petróleo já caíram para quase um terço do pico de julho, os de diversos tipos de aço caíram de 20% a 70%, os do minério de ferro em cerca de um terço. Idêntica tendência se verifica com outros metais: cobre, estanho, alumínio, níquel e suas ligas. O Baltic Dry Index (BDI) que mede o volume de carga embargada em navios, em escala mundial, tem sofrido sucessivas reduções. Este dado tem grande significância, pois é o principal indicador do comércio internacional e, por extensão, da atividade econômica.

A superprodução relativa – “o fenômeno fundamental das crises”, como descrita por Karl Marx – já se apresenta em toda a sua crueza, embora em ordem diferente da crise de 1929 a 1933, quando a superprodução antecedeu o crack da NYSE (Bolsa de Nova York). A produção e o comércio profundamente estão afetados.O dólar volta a se fortalecer bruscamente, invertendo a tendência de desvalorização que predominava há dois anos e meio, ainda mostrando força como moeda hegemônica. Moedas em todo o mundo perdem valor e as expectativas cambiais são frustradas. Em curtíssimo tempo o dólar aumentou 16% em relação ao euro, 24% sobre o peso mexicano e o real, 9% sobre o rublo russo. Também se valoriza o iene japonês, outra moeda forte. Como é sabido, o aprofundamento desta tendência pode levar ao renascimento das crises cambiais que tanto maltrataram ultimamente os países em desenvolvimento. Noticia-se que do final de setembro aos meados de outubro Brasil, México e Rússia já haviam lançado mão de US$ 75 bilhões para fazer frente a esta situação.

A crise, com epicentro nos EUA, espraia-se para outros países de capitalismo desenvolvido na Europa e o Japão. Seus efeitos negativos são também sentidos nos países em desenvolvimento devido ao patamar elevado de interdependência econômica do mundo atual. Na Ásia o crescimento desacelera-se, com as preocupações voltadas sobretudo para a Coréia do Sul. São duramente afetados países do Leste europeu (Hungria, Bulgária e Romênia) que enfrentam sérios problemas de déficit nas suas transações correntes.

Para a América Latina, cuja economia é fortemente influenciada pelo setor exportador, por enquanto a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina/ONU) prevê diminuições significativas nas taxas de crescimento, como conseqüência da diminuição da demanda mundial. A economia mexicana, pelo seu nível de imbricamento com a dos EUA, é particularmente afetada. O país sofre uma sangria de suas reservas internacionais.


FONTE: Vermelho.org http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=45843


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Havaianas agora é marca de bolsa

Caderno de notas divulga bolsas de Havaianas



Com estampas alegres e muitas cores, o caderno mostra modelos e maneiras de usar os novos produtos e será distribuído em revistas femininas durante o mês de novembro; idéia é refletir "o jeito Havaianas de ser"
Maria Beatriz Gonçalves
28/10/2008 - 16:45
Para divulgar o lançamento das bolsas de Havaianas, que chegarão às lojas em novembro, a AlmapBBDO criou um caderno de notas que será encartado em diversas revistas femininas exibindo os produtos e o conceito que norteia o lançamento: "o jeito Havaianas de ser".A aposta da marca em produtos de outro segmento apóia-se em um extenso trabalho desenvolvido pela Alpargatas com a Ideal Consultoria, cuja preocupação é garantir que o DNA da marca - já presente nas famosas sandálias - estivesse latente também neste lançamento. No total são cinco modelos, femininos e masculinos.Estampas alegres, motivos florais e muitas cores são alguns dos elementos presentes nas bolsas e, como não poderia deixar de ser, nos caderninhos personalizados. Conceitos como irreverência, descontração, conforto e praticidade - ressaltados página a página - refletem o estilo de ser da marca."Nosso papel era manter o que entendemos por Havaianas. Por isso criamos situações gráficas que mostram o consumidor usando a bolsa no dia-a-dia de maneira descontraída, em situações lúdicas e divertidas que remetem à filosofia do produto e ressaltam seu lado funcional", explica Marcus Sulzbacher, diretor de criação da Almap."Ideal para quem leva a vida numa boa" e "Praticidade e conforto em qualquer ocasião" são frases que descrevem alguns dos modelos no caderno, cuja capa em tecido destaca o logo de Havaianas. Dentro dele, a divulgação detalhada dos acessórios (alças, zíperes e interior do produto) divide espaço com páginas quadriculadas, pensadas para que os consumidores possam tomar nota do que acharem importante."Colocamos dentro da bolsa o material de divulgação", explica Sulzbacher. A expectativa, de acordo com o executivo, é representar o mesmo sentimento que o público já tem por Havaianas neste novo produto. "Existe um respeito muito grande por esta marca. Tentamos fazer tudo com simplicidade e bom gosto", finaliza.O hotsite "O que tem na bolsa", também desenvolvido pela Almap, trará mais detalhes sobre os modelos e a ação. A criação é de Marcus Sulzbacher e Marcos Kotlhar, com direção de Sulzbacher.
FONTE: meio&mensagem

Game da Chiclets

Chiclets lança reality game na internet


A Cadbury, empresa subsidiária da Cadbury PLC, investiu R$ 2 milhões na criação de um reality game na internet para Chiclets. Esta iniciativa - uma das apostas para obter maior interação com o público jovem - é parte das ações desenvolvidas pela companhia para dar suporte à campanha institucional que apresenta duas maneiras de levar a vida: o jeito "Chiclets" e o jeito "lhama" (leia mais).Com criação e desenvolvimento da agência F.biz, o game, intitulado "S.O.S Lhama", terá 40 dias de duração e será dividido em três etapas. A missão é salvar a lhama do entediante mundo Lhama para viver do jeito Chiclets de levar a vida. A ação contará com a participação do humorista Danilo Gentili, que será o treinador dos dois agentes Chiclets durante o jogo.Na primeira fase o internauta terá que acessar o site de Chiclets, e escolher para qual dos dois agentes ele irá torcer e ajudar para alcançar a missão do jogo. Na segunda fase, a de treinamento, os jogadores poderão participar do game e auxiliar o agente a cumprir as fases virtuais. Na última fase, o dia de libertar a lhama, os jogadores terão que aplicar sua habilidade para cumprir as provas da última etapa.Ao longo dos 40 dias, os usuários poderão entrar em contato com os protagonistas do game pelo site de Chiclets e a cada participação no game, o internauta irá acumular pontos para concorrer a uma viagem ao parque de diversões Terra Mítica, na Espanha.

Polonesas em São Paulo

Eii! promove invasão polonesa para vodca Sobieski


Em linha com a chamada Lei Seca e com o intuito de divulgar a marca de vodca polonesa Sobieski (um produto da empresa francesa de bebidas Belvedere, no País desde novembro de 2007) e o consumo de álcool responsável, a Eii! Comunicação preparou uma invasão de polonesas na noite paulistana.A bebida terá uma equipe de 20 jovens polonesas - entre nativas e brasileiras descendentes - circulando por bares da cidade abordando consumidores de 22 a 38 anos. As promotoras puxarão conversa em polonês, mas interpretes farão a tradução, explicando que o cliente poderá beber tranquilamente porque elas, em nome da vodca, o levarão para casa. No fim do papo, elas entregarão um vale-táxi.A ação ocorrerá em 31 de outubro, 1º, 7 e 8 de novembro, em bares da Vila Madalena (Jacaré, Bar da Praça, Bossa Nueva, Municipal, Anhanguera e Piratininga), Itaim Bibi (Vila Duca, Santo Antônio e Athilio Music), Jardins (O'Malley's Bar), Vila Nova Conceição (Vila Rica), Perdizes (Autentico e Barthô), Moema (Stageurbano), Vila Olímpia (Corleone), Vila Mariana (Providência e Assembléia Bar) e Ipiranga (Bar do Nico). As "polonesas" ainda distribuirão flyers, que dão o direito a uma dose grátis da Sobieski.

O carrão feito de carrinhos

Mitsubishi leva "carro dos sonhos" ao Salão do Automóvel



A Mitsubishi Motors leva para seu estande no 25º Salão do Automóvel de São Paulo - que acontece entre 30 de outubro e 9 de novembro - uma escultura feita com miniatura de carros.A obra foi utilizada num comercial criado pela Africa, para a picape L200 Triton, e segue as dimensões originais do veículo, com mais de 5 metros de comprimento e 1,78 metro de altura.A criação do chamado "veículo dos sonhos" retratado na campanha é um trabalho de 45 dias do cenógrafo Edu Cordeiro, que uniu os carrinhos para formar a carroceria, os vidros e os pneus do novo veículo. Foram utilizados no projeto 35 mil carrinhos de brinquedos.